A relação harmoniosa homem-natureza vem sendo degradada pela constante atuação do mercado no cotidiano das pessoas. Isto é um reflexo do capitalismo do mundo pós-moderno em que o capital dita as condutas humanas. Neste contexto, a natureza torna-se um alvo do ser humano, pois o homem capitalista procura extrair o máximo que puder de matéria-prima para fabricar e lucrar com seus produtos. Medidas devem ser tomadas para reverter essa patologia capitalista.
Muitas empresas realizam a extração de matérias-primas de forma ilegal, enquanto outras o fazem amparado por permissão governamental, mas se aproveitam da ineficiência de fiscalização e não reflorestam como deveriam as áreas exploradas. Essas empresas procuram sempre gastar menos e lucrar mais, independentemente do mal que fazem à natureza. Nesse contexto, também há problemas na legislação a serem analisados, como as brechas e punições brandas das leis ambientais que permitem a reincidência das práticas ilegais. A elaboração e valorização de projetos “verdes” através dos quais o governo premia as empresas que cuidam da natureza é uma das opções para reverter os problemas relacionados à economia, assim como o auxílio financeiro por parte do governo para a criação de centros de reciclagem através das empresas.
Na política, é necessário o direcionamento de investimentos maiores para o meio ambiente, sobretudo a fim de tornar mais efetiva a fiscalização sobre as regiões de difícil acesso, com mais agentes ambientais em conjunto da tecnologia de monitoramento. Além disso, as leis ambientais precisam ser reformuladas de forma a assegurar punições exemplares aos infratores.
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| Desmtamento da Amazônia |
Em suma, nota-se que o governo precisa dar maior atenção aos problemas ambientais para que estes sejam solucionados e assim, balancear e melhorar o relacionamento homem-natureza, pois ela é a nossa casa e devemos ter uma relação de troca e não de dominância sobre ela.

