Meus queridos poucos leitores, estou realizando a revisão de quatro dissertações deste blog (por isso não publiquei hoje um novo texto), a revisão consiste em alterações de semântica e de estrutura, além da correção de erros ortográficos.
Estarei corrigindo os textos e alterando eles em breve, pois estou no aguardo da confirmação da minha professora de redação de que as minhas correções estão todas de acordo.
Peço-lhes desculpas pelo inconveniente.
domingo, 20 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Crianças adultizadas e influenciadas pelo mercado.
Tendo adotado a lógica neoliberal, o mercado, a fim de incentivar o consumo, utiliza a propaganda para influenciar seus nichos de consumidores, inclusive as crianças, que consumirão por longo tempo. Nesse contexto, as propagandas alimentícias voltadas para o público infantil são um dos maiores problemas que devem ser solucionados, pois podem levar as crianças a se alimentarem inadequadamente e desenvolverem sérios problemas de saúde. Assim, é imprescindível a atuação do Estado e da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o controle desta problemática.
Muitas empresas do ramo alimentício investem exageradamente nas propagandas de seus produtos na mídia. Sobretudo na televisão, nos jornais e nas revistas, veiculam produtos muitas vezes não recomendados para o consumo, por possuírem baixo valor nutricional, principalmente para as crianças, cujos corpos ainda estão em formação. Uma estratégia que as empresas alimentícias empregam na propaganda para lucrar com a venda dos produtos é a associação dos alimentos com brindes e rótulos com imagens dos heróis preferidos dos desenhos, de modo que as crianças são induzidas a comprar constantemente, já que não possui senso crítico para refletir sobre o objeto de desejo. O imediatismo da pós-modernidade é um fator preocupante, por um lado temos as crianças adultizadas e por outro, os pais infantilizados, que, por sua vez, realizam o desejo imediatista da criança o mais rapidamente possível, seja ele qual for. Os resultados são os índices elevadíssimos de crianças obesas e famílias economicamente desestruturadas, pois os pais também recorrem muitas vezes a empréstimos para compras fúteis.
Em suma, para reverter este problema é imprescindível que o Estado e a ANVISA, através da legislação, criem mecanismos para limitar as propagandas e filtrar os produtos que seriam adequados para divulgação, de modo a proibir anúncios de itens com baixo valor nutricional, itens que recorram a brindes de produtos com desenhos e personagens admirados pelo público infantil. Desta forma, os índices alarmantes de má-nutrição infantil irão diminuir sensivelmente, além de criar hábitos alimentares saudáveis às crianças.
domingo, 6 de março de 2011
As instituições e as perspectivas coletivistas esvaziadas pela pós-modernidade.
O contexto pós-moderno em que vivemos atualmente de forma intensa esvaziou as instituições e as perspectivas coletivistas, dando lugar ao individualismo narcisista. Assim, o altruísmo e o pensamento de longo prazo acabam se tornando práticas raras, mas que devem reconquistar seu espaço “roubado” pelos valores mercantis e tornar-se comuns em meio à sociedade.
O mundo funciona através de uma matriz lucrativa chamada mercado. Isso gera uma inversão de valores, segundo a qual o ser humano é desvalorizado devido à supervalorização dos bens materiais; assim, passamos a ter valor de mercado e como consumidores potencializamos o crescimento ilimitado desse capitalismo exacerbado, tornando-nos seres individualistas ao extremo, pois passamos a procurar resultados cada vez melhores em busca de satisfazer a sede insaciável de dinheiro sem pensar nas consequências que podem afetar àqueles que estão em nossa volta.
A desvalorização dos pensamentos de longo prazo é ocasionada pela troca de valores: a adultização das crianças e a infantilização dos adultos. As crianças adultizadas geram o imediatismo, pois os desejos das crianças são realizados instantaneamente pelos pais influenciados e fragilizados pela psique capitalista, semelhante ao que acontece com os pais infantilizados, procurando gastar o que não possuem para comprar produtos fúteis e desnecessários, cuja principal consequência é o alto índice de endividamento público que temos hoje.
A nossa natureza humana é formada por polaridades opostas, a individualista e a coletivista. A vertente gregária como não interessa ao mercado, é corroída constantemente e nós somos influenciados por tal feito. Por sua vez, a vertente individualista é fundamental para o mercado funcionar adequadamente nos seus moldes capitalistas, essa individualidade excessiva ocasiona a desumanização dos indivíduos a cada dia.
Entretanto, para se recuperar os valores coletivistas, devemos tomar o controle e filtrar as induções impostas pelo mercado para que possamos viver em equilíbrio com nossa natureza dual fundamental.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A economia e a política relacionada à natureza
A relação harmoniosa homem-natureza vem sendo degradada pela constante atuação do mercado no cotidiano das pessoas. Isto é um reflexo do capitalismo do mundo pós-moderno em que o capital dita as condutas humanas. Neste contexto, a natureza torna-se um alvo do ser humano, pois o homem capitalista procura extrair o máximo que puder de matéria-prima para fabricar e lucrar com seus produtos. Medidas devem ser tomadas para reverter essa patologia capitalista.
Muitas empresas realizam a extração de matérias-primas de forma ilegal, enquanto outras o fazem amparado por permissão governamental, mas se aproveitam da ineficiência de fiscalização e não reflorestam como deveriam as áreas exploradas. Essas empresas procuram sempre gastar menos e lucrar mais, independentemente do mal que fazem à natureza. Nesse contexto, também há problemas na legislação a serem analisados, como as brechas e punições brandas das leis ambientais que permitem a reincidência das práticas ilegais. A elaboração e valorização de projetos “verdes” através dos quais o governo premia as empresas que cuidam da natureza é uma das opções para reverter os problemas relacionados à economia, assim como o auxílio financeiro por parte do governo para a criação de centros de reciclagem através das empresas.
Na política, é necessário o direcionamento de investimentos maiores para o meio ambiente, sobretudo a fim de tornar mais efetiva a fiscalização sobre as regiões de difícil acesso, com mais agentes ambientais em conjunto da tecnologia de monitoramento. Além disso, as leis ambientais precisam ser reformuladas de forma a assegurar punições exemplares aos infratores.
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| Desmtamento da Amazônia |
Em suma, nota-se que o governo precisa dar maior atenção aos problemas ambientais para que estes sejam solucionados e assim, balancear e melhorar o relacionamento homem-natureza, pois ela é a nossa casa e devemos ter uma relação de troca e não de dominância sobre ela.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Grafiteiros são diferentes dos Pichadores
A arte tem o poder de tocar o nosso interior. Quando olhamos um quadro, por exemplo, observamos que ele nos passa uma “mensagem” e a interpretamos, de modo a despertar os mais variados sentimentos em nós. Os grafiteiros, em geral, devem ser vistos pela sociedade como verdadeiros artistas com seus devidos valores, pois suas obras podem despertar sentimentos de amor, paz, alegria e felicidade.
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Muitos grafiteiros são comparados a indivíduos criminosos que picham as paredes para poluir o espaço urbano. Essa comparação errônea não é feita, entretanto, devido à pintura em si bastante diferente, já que uma tem contornos artísticos enquanto a outra não, mas é feita em decorrência do espaço de trabalho - as ruas - e das ferramentas de uso – sprays de tinta – que são os mesmos para ambos.
Por outro lado, esses artistas também têm muitas vezes seu talento valorizado, por exemplo, quando são contratados por escolas e museus para dar certa "vida” à instituição com pinturas coloridas que envolvam o público e o tornem mais alegre, em um ambiente colorido e descontraído, assim como fez Omen, um grafiteiro residente da cidade de Montreal, no Canadá, que utilizou o seu talento para criar um ambiente significativo em uma escola voltada a crianças que tiveram envolvimento com drogas e armas.
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| Exemplo do trabalho de um grafiteiro. |
Muitos indivíduos afirmam que a arte do grafite acaba deixando as cidades menos belas, mas, muito pelo contrário, as cidades ficam mais belas com a arte de rua, o que as enfeia são as propagandas pintadas em paredes ou coladas em outdoors que tornam a poluição visual constante na sociedade.
Em suma, devemos observar as diferenças entre os grafiteiros e os pichadores, assim como a diferença entre a arte expressada nas estruturas urbanas e as propagandas que poluem estes centros. Os grafiteiros só terão seus devidos valores realçados a partir do momento em que a sociedade passar a utilizar o senso crítico para analisar cada uma das situações.
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